Blog do Stevens Rehen

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29/01/2017

Meu p te ama...

Celebridades refletem projetos de nação.

Na Coreia do Sul os professores estão entre os membros mais respeitados da sociedade.

https://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2017/01/29/o-pais-onde-os-professores-podem-se-transformar-em-celebridades-milionarias.htm

Por Stevens Rehen às 12h51

1 mês por ano da minha vida e de 188 mil cientistas brasileiros é gasto com burocracias, a maioria sem tamanho e sem sentido. Somando-se toda essa força de trabalho, estamos falando de 12 mil anos de tempo perdido.

http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/1-burocracia-consome-mais-de-30-do-tempo-dos-cientistas-constata-pesquisa/

Por Stevens Rehen às 12h49

Especial da Folha de São Paulo sobre Pós-Graduação em Neurociências com direito a entrevista com o grande Sidarta Ribeiro, mais um bem sucedido cientista que segue firme no Brasil, fazendo a diferença sem ignorar os desafios.

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/01/1853259-cursos-tem-muita-neuropicaretagem-e-pouca-ciencia-diz-sidarta-ribeiro.shtml

Por Stevens Rehen às 12h49

Qual é a grande perseguição dos neurocientistas?

Entender o universo, só que de dentro pra fora.

Relógio que mede felicidade, modelos celulares capazes de simular o cérebro humano, formas de modificar emoções com estímulos externos.

Por Stevens Rehen às 12h47

Desenvolvimento de modelos alternativos para reduzir ou eliminar o uso de animais em pesquisas científicas

Matéria da TV Globo sobre o que tem sido feito no Brasil, com destaque para a criação de neurônios humanos por nossa equipe e a parceria com a iniciativa privada.

http://g1.globo.com/como-sera/videos/t/edicoes/v/laboratorio-substitui-teste-em-animais-por-pele-artificial/5603871/

Por Stevens Rehen às 12h46

Vírus zika - um ano de trabalho com nossos modelos cerebrais humanos

1) Relação com microcefalia confirmada

2) 500 proteínas identificadas

3) 2 medicamentos validados

Tudo feito por uma rede de laboratórios do Rio, São Paulo e Pará que administra os desafios sem perder a motivação pela boa ciência.

Ninguém pensa em sair do Brasil, todos querem fazer no Brasil.

Aliás, esse mérito não é nosso. Há milhares de cientistas brasileiros na mesma vibe.

Confira o ótimo artigo de Maria Guimarães para a revista FAPESP que conta parte dessa história.

http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/01/27/microcefalia-in-vitro/

Por Stevens Rehen às 12h45

28/01/2017

Mestrado Acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde

Processo seletivo do mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde de 31 de março (via correios) a 17 de abril (presencial).

Produção de conhecimentos que visam incrementar o diálogo dos campos da saúde, da ciência e da tecnologia com a sociedade e que induzam o desenvolvimento de novas ações e estratégias de divulgação científica.

Público-alvo: museólogos, comunicadores, jornalistas, pesquisadores de distintas áreas do conhecimento, educadores, sociólogos, cenógrafos, produtores culturais, professores de ciências licenciados (nível superior).

Mais informações: http://www.coc.fiocruz.br/…/mestrado-em-divulgacao-da-cienc…

 

Por Stevens Rehen às 10h45

26/01/2017

"O uso de células-tronco embrionárias com fins terapêuticos representa nitidamente processo de canibalização do ser humano, incompatível com o estágio de civilização da sociedade moderna".

Palavras de Ives Gandra Martins Filho, cotado para a vaga de Teori Zavascki.

Ele também defende que mulher deve ser submissa ao homem e que casal homoafetivo é que nem zoofilia.

Em 2007, debati com seu pai, Ives Gandra Martins, em audiência pública do Supremo Tribunal Federal sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade que tinha o propósito de impedir as pesquisas no Brasil (foto).

Mario Cesar Carvalho escreve para a Folha: http://www1.folha.uol.com.br/…/1852822-cotado-para-o-stf-de…

 

Por Stevens Rehen às 12h51

The analysis revealed that more than 500 proteins in infected neurospheres had their expression level or status (upregulated vs downregulated) altered, if compared to non-infected neurospheres.

A number of these altered proteins are normally involved with tasks such as fixing DNA damage or assuring chromosomal stability.

https://www.eurekalert.org/pub_releases/2017-01/difr-tio011917.php

 

Por Stevens Rehen às 09h45

24/01/2017

Jogo de detetive: o que acontece antes da morte das células cerebrais?

Divulgar ciência feita no Brasil ajuda a aproximar pesquisadores e sociedade. Precisamos nos fazer entender. Só a ciência salva (dos fatos alternativos).

Conversa com Luciano Cabral ao vivo na Globo News.

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/pesquisadores-descobrem-como-celulas-do-cerebro-reagem-ao-virus-da-zika-antes-de-morrer/5595187/

Por Stevens Rehen às 08h54

23/01/2017

Papo que acabou de rolar com o grande Fernando Molica sobre zika e ciência brasileira na CBN

Por Stevens Rehen às 13h08

A assinatura molecular da resposta cerebral à infecção pelo vírus zika

Não é notícia repetida da semana passada, é mais uma vez ciência brasileira na veia!

Novo artigo científico de nossa equipe, feito 100% no Brasil.

Dessa vez identificamos as proteínas alteradas nas células neurais humanas infectadas pelo vírus zika.

O estudo é fruto de uma super colaboração entre IDOR, UFRJ, UNICAMP, Instituto Evandro Chagas, FIOCRUZ e Universidade Federal do Pará, com o financiamento do BNDES, FINEP, CNPq, FAPERJ, FAPESP e CAPES.

E tem gente justificando os cortes de recursos da FAPERJ, FAPESP, CNPq etc.

http://www.nature.com/articles/srep40780#author-information

Por Stevens Rehen às 13h06

De um lado existe a ciência brasileira e do outro, promessas em busca de audiência e curtidas

Como exemplos: "obter uma vacina contra a zika dentro de um ano, em parceria com os EUA, distribuir repelentes para mulheres grávidas pobres e providenciar transporte para o tratamento de bebês microcéfalos no interior do Nordeste."

Marcelo Leite disseca a era da pós-verdade e o analfabetismo científico paulista.

http://m.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2017/01/1851777-zika-febre-amarela-e-desprezo-pela-verdade-ameacam-o-brasil.shtml?cmpid=compfb

Por Stevens Rehen às 13h05

21/01/2017

O que parece só ficção, tem muita ciência e a possibilidade de ser aplicada nos hospitais (bem antes de chegarmos a Homestead II)

Ontem assisti a Passageiros. Sem entrar no mérito do filme, Hollywood se valeu da animação suspensa para explicar mais uma vez as viagens com longuíssima duração.

Para saber mais assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=R-o68JvBwD8&feature=youtu.be

Por Stevens Rehen às 11h00

But The World Goes 'round

Shinya Yamanaka, Prêmio Nobel, perdeu o pai para a hepatite C em 1989.

Em 2016, usando as células reprogramadas criadas por ele, geramos minicérebros humanos que ajudaram a mostrar que o sofosbuvir, justamente o medicamento que hoje trata a hepatite C, pode ser útil também contra a zika.

Por Stevens Rehen às 10h59

Pesquisa brasileira, ciência de impacto mundial

Nosso modelo de minicérebros humanos ajudou na caracterização dos efeitos do sofosbuvir, medicamento que impediu, de maneira satisfatória, a multiplicação do vírus zika e a morte de células neurais humanas.

Trata-se de uma importante descoberta brasileira, liderada por Thiago Souza e Fiocruz, que poderá ajudar, futuramente, a reduzir as consequências da infecção nos bebês em desenvolvimento.

Obrigado Thiago Souza, pelo privilégio que nos deu de colaborar com sua equipe!

Para saber mais: http://portal.fiocruz.br/…/medicamento-protege-celulas-de-d…

http://www.nature.com/articles/srep40920

Por Stevens Rehen às 10h57

Ainda tem cientista torcendo o nariz para os preprints, principalmente por desconhecimento em relação ao modelo.

Compartilho mais uma boa notícia do universo das publicações científicas, um primeiro ensaio do que poderá vir a ser a situação ideal.

Editores buscam nos repositórios de preprints os artigos que querem ver publicados em suas próprias revistas científicas.

Por Stevens Rehen às 10h56

16/01/2017

Soco no estômago

Lei sem critérios pune o preto e pobre, usuário ou pequeno traficante, sem resultados na redução da violência.

74% dos julgamentos tem como única testemunha o policial responsável pela detenção.

Só não enxuga gelo quem legaliza.

Leandro Machado escreve para a Folha: http://m.folha.uol.com.br/…/1849897-condenacao-por-trafico-…

Artigo compartilhado por Fernando Molica que, a propósito, estreia amanhã seu novo programa na CBN. Sucesso, Fernando!

Por Stevens Rehen às 10h40

Cientistas se organizam em "trincheiras de resistência" para o período de trevas que está por vir

Se você acha que essa frase diz respeito ao cientista do Brasil de agora, se enganou!

Na verdade, exemplifica o que está acontecendo nos Estados Unidos às vésperas de Trump.

"Man, if believing in facts is an act of resistance well then, so be it.”

Não está fácil pra ninguém e a saída é resistir, lá ou aqui.

Uma ideia interessante, e que começa a ganhar força nos EUA, é preparar cientistas para se candidatarem ao Congresso e Senado.

Conheça o Action 314: http://www.314action.org/home

Será ótimo se a proposta vier a ser adaptada para o Brasil.

Nesse caso, eu já teria meus candidatos.

Por Stevens Rehen às 10h39

A cura do câncer (ou do Alzheimer, diabetes, ELA...)

Jornalistas buscam a novidade, buscam a notícia que dará mais cliques. Os cientistas, pressionados para obter o próximo financiamento e seguir com suas pesquisas, podem ajudar no exagero de suas conclusões.

De todo modo, nenhuma das 2 coisas justifica que estudos científicos deixem de ser divulgados ao grande público.

O que jornalista, cientista e principalmente a população leiga precisam lembrar é que um único artigo científico, seja preprint ou publicado na Nature, não garante muita coisa e em vários casos estará inclusive errado.

Olhem, por exemplo, o gráfico que analisa como cada um dos alimentos pode causar ou prevenir o câncer. São estudos individuais, quando o mais útil é o todo, a meta-análise, para onde o conjunto de dados (e papers) tem levado.

Quanto mais informação recebemos, maior deve ser nosso ceticismo e senso crítico aos "breakthroughs", sem entretanto, perdermos o prazer de ler sobre uma nova descoberta científica.

A imagem faz parte do artigo This is why you shouldn’t believe that exciting new medical study
de Julia Belluz, disponível aqui: http://www.vox.com/2015/3/23/8264355/research-study-hype

Por Stevens Rehen às 10h38

13/01/2017

Ciência sem fronteiras

Oliver Smithies, Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2007, faleceu essa semana.

Em 2015 ele conversou com os alunos da minha turma de Biomedicina da UFRJ.

Dr. Smithies não usava SKYPE, e a entrevista aconteceu por telefone mesmo.

CRISPR, escolhas da vida e da ciência, ética etc.

Uma injeção de motivação para os estudantes brasileiros.

Trabalho incrível dos alunos da UFRJ que além da entrevista, fizeram edição, incluíram legendas etc.

Dr. Smithies, super generoso.

P.S. Como um dos trabalhos obrigatórios dessa minha disciplina na UFRJ (Ativação e Função Celular, BMW 234) os alunos têm que entrevistar um cientista. Não vale orientador, não vale alguém que já conheçam.

Nos últimos 3 anos, já passaram pela nossa classe, 6 Prêmios Nobel e dezenas de super pesquisadores internacionais, felizes por compartilhar detalhes de suas vidas, suas escolhas e desafios ao nossos estudantes, ávidos por conhecimento e exemplos positivos.

https://www.youtube.com/watch?v=_QQOaPh4uSE&feature=youtu.be

Por Stevens Rehen às 10h47

Um convite à criatividade, direto do Museu, direto do Amanhã

Moda, Tecnologia, Biologia e um futuro de grandes possibilidades!

Inscreva-se no processo seletivo: http://bit.ly/mda-tecnologia-moda

Por Stevens Rehen às 10h46

Contra a alteração na LOA 2017 que atinge recursos do MCTIC

No dia 29/12 fomos surpreendidos com a operação do Congresso Nacional retirando verbas das áreas de Educação e CT&I.

Peço seu apoio assinando e compartilhando esse abaixo assinado online, a ser encaminhado ao Exmo. Sr. Presidente da República, para reversão dessa medida.

Precisamos de muitas assinaturas, Precisamos de muitas assinaturas,
Precisamos de muitas assinaturas

https://www.change.org/p/presidente-da-rep%C3%BAblica-reverter-o-or%C3%A7amento-do-mctic?recruiter=662300180&utm_source=share_petition&utm_medium=email&utm_campaign=share_email_responsive

Por Stevens Rehen às 10h45

11/01/2017

Zika 2016: mobilização nacional e conduta proativa

Ricardo Zorzetto relata em excelente artigo na revista FAPESP a histórica participação brasileira nas pesquisas, o valor dos preprints e o trabalho interdisciplinar que confirmou que o vírus zika causa microcefalia e outros danos cerebrais.

A rápida resposta da ciência brasileira foi possível graças ao investimento (que nesse momento está congelado), aos pesquisadores (que começam a questionar se vale a pena continuar por aqui) e aos equipamentos disponíveis (que podem vir a ser sucateados).

http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/01/10/zika-colaboracao-para-caracterizar-uma-sindrome/?cat=ciencia

Por Stevens Rehen às 10h08

10/01/2017

A instabilidade de investimento em ciência no Brasil é algo histórico, tanto quanto o descaso governamental com as dificuldades para importação de insumos para pesquisa.

No coração dessa questão está, a meu ver, o total desconhecimento da população e do Legislativo sobre o que fazem os cientistas e porque são importantes para o desenvolvimento de qualquer país.

O analfabetismo científico dá o tom dessa prosa entre surdos e mudos

Renato Grandelle escreve hoje no Globo sobre a falta de políticas públicas a longo prazo para o setor.

http://oglobo.globo.com/…/cientistas-de-renome-criticam-cor…

Por Stevens Rehen às 21h53

Nada está tão ruim que não possa piorar

Sem recursos repassados pelo governo do Rio, a Faperj não pagou um único real de auxílio à pesquisa em 2016, apenas bolsas.

São quase R$ 500 milhões não recebidos, mas problemas de saúde, ambientais e os desafios do futuro continuam chegando.

Herton Escobar escrever para o Estado.

http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/em-crise-faperj-nao-paga-editais-e-perde-30-do-orcamento/

 

Por Stevens Rehen às 21h53

08/01/2017

Keep strong

Apesar dos desafios do presente, a Biomedicina é tendência no futuro próximo.

Artigo de Rodrigo Caetano na IstoÉ Dinheiro.

Por Stevens Rehen às 18h21

Burocracia in vitro

Mexendo no baú virtual da vida, achei mais essa super reportagem de Marcelo Leite sobre os trâmites que embaraçam a ciência brasileira. Segue bastante atual.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il0711201006.htm

Por Stevens Rehen às 18h20

Qual a maior dor de cabeça do cientista brasileiro?

Falta de grana para pesquisar? Certamente.

Falta de infraestrutura? Em muitos casos, sim.

Só que na minha opinião, o que sempre tirou todo mundo do sério foi a dificuldade de comprar insumos do exterior, sem os quais não conseguimos responder as questões experimentais mais básicas.

Em 15/05/2000, meu primeiro dia de trabalho na Universidade da Califórnia, foi o que mais me chamou a atenção.

Cheguei, fiz os pedidos, e no dia seguinte já estava na minha bancada tudo o que precisava para começar a trabalhar.

No Brasil, para fazer a mesma coisa, precisaria esperar uns 2 a 3 meses.

Essa "revelação" gerou uma carta publicada na revista Nature, que motivou em seguida, uma grande reportagem sobre o tema feita pela mesma revista.

Carta: http://www.nature.com/…/journal/v428/n6983/full/428601a.html

Reportagem: http://www.nature.com/…/journal/v428/n6982/full/428453a.html

Desde então tenho realizado levantamentos sobre essa enxaqueca coletiva da comunidade científica.

Abaixo uma dessas análises, feita em colaboração com meus colegas Mauro Rebelo e Daniel Veloso Cadilhe.

Antes de ler, tome uma aspirina: https://www.abc.org.br/IMG/pdf/doc-5785.pdf

 

Por Stevens Rehen às 18h19

O custo Brasil cobra seu preço aos cientistas

Em 2005, quando decidimos retornar ao Rio, alguns colegas estrangeiros e brasileiros disseram que estávamos "loucos".

Tudo funcionava bem pra gente na Califórnia, a vida pessoal e profissional estável, nossas descobertas científicas tinham reconhecimento e as perspectivas de seguir carreira por lá se tornaram uma realidade.

A mudança veio e após 11 anos, tenho certeza que tomei a decisão correta.

No começo contei com um grande apoio do corpo docente do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, do diretor na época, Roberto Lent, do coordenador de pós-graduação, Vivaldo Moura Neto e da minha colega, Flavia Gomes, com quem dividi o laboratório no primeiro ano. Fez uma diferença danada.

Sempre que converso com algum jovem cientista recém-chegado do exterior sobre esse (re)começo, lembro como foi imprescindível abraçar as oportunidades que surgiram e manter o foco. Gerar dados científicos e publicá-los numa revista científica é o melhor cartão de visitas.

Nosso país não tem tradição em ciência, nossas universidades são recentes quando comparadas a instituições acadêmicas da Europa e EUA.

Claro, isso não é justificativa para a situação atual (basta olhar o exemplo Coreia do Sul) e o panorama da ciência nacional traçado por 100 pesquisadores brasileiros (imagem abaixo) reflete esse desânimo, desesperança e o desejo de partir.

É o custo Brasil cobrando caro dos cientistas, mas assim como o Gustavo Menezes da UFMG, sigo também teimoso. ;-)

Renato Grandelle escreve para o Globo, cuja versão online está disponível aqui: http://oglobo.globo.com/…/cientistas-veem-retrocessos-no-ce…

Por Stevens Rehen às 18h18

07/01/2017

Uma coisa é crescer os minicérebros no Brasil, com pouca grana, com as dificuldades históricas para obtermos reagentes importados. Outra coisa é... outra coisa.

Realizar pesquisa em nosso país sempre fez a diferença, com impacto real e benefícios diretos para quem vive no Brasil.

Tenho muito orgulho disso, sabiam?

Aprendi com Rafael Linden, Roberto Lent, Ricardo Brentani, Luiz Carlos Silveira, Vivaldo Moura Neto, Adalberto Val, Sidarta Ribeiro, Rafael Roesler e uma galera enorme do bem cujos nomes não caberiam nesse post.

Como ouvi muitas vezes nos EUA: "there is no free lunch".

Internacionalizar a ciência brasileira é internalizar a ciência internacional, fazê-la acontecer aqui. O resto é... outra coisa.

Cilene Pereira escreve para a revista IstoÉ.

http://istoe.com.br/os-criadores-de-cerebros/

Por Stevens Rehen às 09h28

7 proteínas do vírus zika

Ge Li e colaboradores utilizaram levedura como hospedeiro para identificar o papel de proteínas e peptídeos do vírus zika (ZIKV), versão africana (conhecida como 766) e isolada no ano de 1947 de um macaco em Uganda.

Os autores do estudo, publicado na revista norte-americana PNAS, descobriram que 7 (de 14 proteínas/peptídeos do ZIKV) são responsáveis por seus efeitos citopáticos, incluindo alterações na proliferação celular, aumento da morte celular estresse oxidativo etc.

Efeitos do ZIKV sobre a neurogênese e morte celular já haviam sido descritos em células-tronco neurais humanas, células gliais, neuroesferas e organoides cerebrais por outros autores.

Talvez o estudo ficasse mais interessante se o grupo de Baltimore decidisse usar a variante ZIKV da Ásia ou do Brasil e também se fizesse uma comparação entre o ZIKV e o vírus da dengue usando essa mesma abordagem com as leveduras.

O estudo foi apresentado ao PNAS por Robert C. Gallo, um dos autores e membro da Academia Norte-Americana de Ciências. Nessa modalidade, o autor decide quem irá revisar o próprio paper. O artigo foi submetido no dia 27 de outubro de 2016 e publicado na edição de 03 de janeiro de 2017.

http://www.pnas.org/content/early/2017/01/01/1619735114.full

Por Stevens Rehen às 09h27

Por que não investir em pesquisa básica atrasa o tratamento de várias doenças.

Quem fala sobre o assunto é Tom Südhof, Prêmio Nobel. Vale conferir.

"To find out what goes wrong when a person become sick, we need to know how things work."

http://scopeblog.stanford.edu/2017/01/06/nobel-laureate-tom-sudhof-makes-the-case-for-basic-science/

Por Stevens Rehen às 09h26

Por falar em empreendedorismo na área biomédica, essa empresa fundada pela National Science Foundation dos EUA tem por objetivo aumentar a oferta de órgãos para transplante através de um processo chamado de descelularização.

Os órgãos doados ficam preservados na sua estrutura (sem células) até que um transplante seja necessário, quando receberão células do paciente a ser transplantado. Pelo menos essa é a ideia.

Vale conferir o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=4W5xvWZKA2U&sns=em

Por Stevens Rehen às 09h24

Quando eu nasci, mais da metade dos estudantes das ciências da vida conseguia, sem grandes esforços, um emprego de professor em uma universidade. Hoje somente 1 em cada 5 tem esse privilégio.

Importante dizer que os números acima são dos EUA, mas não diferem muito dos daqui, onde aliás as oportunidades profissionais fora da academia, na iniciativa privada por exemplo, são muito mais raras.

Atualmente, para conseguir uma posição acadêmica como cientista ou professor universitário das áreas biomédica e biológica é imprescindível:

1) Adorar a vida de pesquisador. Trata-se de uma carreira em que você "não desliga", é praticamente impossível dissociar trabalho e lazer. Por isso tão crucial curtir muito o que faz, mas fique tranquilo, pois mesmo nessa vibe dá pra ser feliz e ter uma vida saudável (só que as ideias chegam esteja você na praia, num almoço com amigos ou jogando vôlei).

2) Ser excelente, bem acima da média, estar entre os 10% melhores em qualquer fase de sua formação.

Se não for esse o seu caso e diante da falta de oportunidades, o lance é empreender (o que, é óbvio, também pode ser feito por quem conseguiu emprego na academia).

Só não é fácil. Ainda mais pra quem nunca foi exposto a essa maneira de pensar, como é o caso de praticamente todos os estudantes das áreas biológica e biomédica no Brasil.

As faculdades e os programas de pós-graduação dessas áreas precisam se adaptar à realidade de agora, precisam debater sobre esses novos desafios e oportunidades com os aspirantes a cientista e claro, precisam falar de empreendedorismo.

Não dá mais pra todo mundo continuar achando que ainda estamos na década de 1970.

Para escrever esse post me inspirei numa ótima reportagem da revista The Scientist de janeiro de 2017, de onde inclusive tirei a imagem abaixo.

Por Stevens Rehen às 09h23

06/01/2017

Qual o valor do índice de impacto de uma revista científica como indicador do número de citações de um determinado artigo?

Ótimo compartilhamento de Fabio Gouveia sobre tema que, como Felipe Rodrigues da Silva bem definiu, é "cachorro morto". Só que na prática, continua mais vivo do que nunca.

Um das conclusões do post (link abaixo) de quantixed:

O fator de impacto é um indicador baseado em dados distorcidos que não reflete o número de citações ou qualidade de um determinado artigo científico.

Aqui um exemplo pessoal. Artigo de minha equipe publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research em 2009 tem 92 citações, enquanto outros artigos que também sou autor, publicados no Journal of Neuroscience (2003), JBC (2008) e Development (1996) têm 89, 58 e 71 citações, respectivamente.

O fator de impacto do Brazilian Journal é 0,96, Journal of Neuroscience (6,9), JBC (4,5) e Development (6,1).

Fica também a dica para conferirem o ranking de revistas do Google que é bastante interessante:

Notem que há 8 repositórios de preprints (ArXiv) entre as top 100 publicações científicas: https://scholar.google.co.uk/citations…

O mundo mudou mas tem muita gente que não quer enxergar.

https://quantixed.wordpress.com/2015/05/05/wrong-number-a-closer-look-at-impact-factors/

 

Por Stevens Rehen às 11h52

05/01/2017

Sair da zona de conforto não é trivial, dar a cara a tapa e fazer parte do debate muito menos, mas trata-se de serviço de utilidade pública e papel fundamental do cientista.

Seja em praça pública, através dos meios de comunicação, junto aos legisladores, nas redes sociais ou aqui mesmo, no blog.

A revista Nature menciona inclusive que deveria existir formas de reconhecer e recompensar o cientista com esse tipo de engajamento. Faz sentido (ou não faz?).

 

Por Stevens Rehen às 19h26

Sobre o autor

Stevens Rehen

é professor do
Instituto de

Professor Titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e Coordenador de Pesquisa do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Chair do Comitê Brasileiro da Pew Charitable Trust Latin American Program in the Biomedical Sciences. Membro do Conselho do Museu do Amanhã, Membro Afiliado da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS).

Foi colunista do Instituto Ciência Hoje, além de apresentador de uma coluna semanal ao vivo sobre ciência no canal de TV Globo News. É colaborador do NeuroChannel e coordenador científico da ArtBio.

Acesse:

Bio e currículo

Pesquisa - Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias

Contato para palestras, eventos e institucionais: srehen@uol.com.br

Sobre o blog

O cotidiano de um laboratório que pesquisa células-tronco e as bases biológicas da busca pela eterna juventude e imortalidade.

Livro

"Células - tronco: o que são? Para que servem?"

Nossa sociedade nunca esteve tão ávida por conhecimento científico quanto nos dias de hoje. Possibilidades reais e expectativas sobre a aplicação de células-tronco no tratamento de doenças incuráveis, assim como associações e especulações sobre sua utilização em reprodução humana e clonagem, contribuem para o grande interesse do público por temas relacionados ao progresso da ciência. Mas afinal, o que são células-tronco?

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