Blog do Stevens Rehen

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30/11/2016

Sexta 17h Guido Lenz no IDOR

Por Stevens Rehen às 11h04

28/11/2016

Divulgar ciência faz bem ao cientista

Reunião Científica Anual do Butantan

Honrado com o convite de Maisa Splendore Della Casa

Super empolgado em participar da atividade "Ciência acessível e compreensível como instrumento de desenvolvimento para a sociedade"

A programação está disponível no link: http://rca.butantan.gov.br/programacao/Paginas/default.aspx

Por Stevens Rehen às 09h20

"How to tell if someone is lying to you by watching their face"

Ao assistir Temer comentar sobre o imbroglio com Calero na Globo News e depois no Fantástico, foi impossível não lembrar do bom texto de Rachel Gillett e Samantha Lee (Business Insider) publicado pelo The Independent:

"How to tell if someone is lying to you by watching their face"

http://www.independent.co.uk/…/how-to-tell-if-someone-is-ly…

 

Por Stevens Rehen às 09h18

Estamos no fim (da fila)

"Os interesses da humanidade irão mudar, a curiosidade pela ciência diminuirá, e coisas totalmente diferentes virão a ocupar a mente humana no futuro".

Essa afirmação nada otimista foi feita pelo matemático John von Neumann há mais de 60 anos.

Trombetas do apocalipse anunciam que esse dia já chegou:

O prefeito eleito do Rio disse no Senado que evolução é balela.

Canais abertos de TV transmitem programas religiosos que negam escancaradamente o mais básico do conhecimento científico.

Nenhum auxílio para pesquisas foi pago este ano pela FAPERJ e cerca de R$ 220 milhões são devidos do ano passado.

Milhares de jovens cientistas estão sem receber! Pessoal altamente qualificado, a força motriz da produção de conhecimento em nosso estado.

E pra quem acha que o lance é partir para os States, Trump acaba de escolher Betsy Devos, criacionista da mesma linha de Crivella, para liderar a educação dos EUA.

Isso sem contar os outros vários parceiros do bilionário presidente, como Ben Carson, neurocirurgião que acredita que o planeta Terra tem menos de 10 mil anos de idade.

E não venham me dizer que a mistura política e religião não terá maiores consequências, e que "se forem bons administradores tudo vai ficar bem".

Sabemos que não é assim, ou alguém já esqueceu da fosfoetanolamina e do Instituto Royal?

Nesse cenário tão perturbador, ciência para educação e divulgação científica tornam-se ações de resistência e esperança.

Salve Ciência Hoje, Museu do Amanhã, Carl Sagan, deGrasse Tyson, Dawkins, Massarani, Gleiser, Atila, Iberê, Dragões, ScienceBlogs, Herton, Reinaldo, Ana Lúcia, Roberto, Franklin, Alberto, Sergio, Mauro e todos aqueles que nos iluminam.

Por Stevens Rehen às 09h16

22/11/2016

Palestras sobre Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

Por Stevens Rehen às 10h54

A expectativa de vida dos seres humanos continua a superar limites (e previsões anteriores)

A notícia não muito boa (pelo menos para quem tem um cromossomo y) é que - no quesito longevidade - não há igualdade entre os sexos.

As fêmeas vivem mais do que os machos, sejam elas chimpanzés, gorilas ou Homo sapiens.

Por Stevens Rehen às 10h54

20/11/2016

Maconha traz dor no Brasil. Maconha alivia dor nos Estados Unidos

Enquanto no Brasil seguimos nos matando, alimentando a corrupção e a violência do tráfico, a California é o mais novo estado americano a legalizar o consumo recreativo da maconha.

Enquanto o discurso obscurantista e de medo reverbera em nosso país, cientistas dos EUA estudam a maconha como alternativa aos analgésicos opióides e seus efeitos devastadores.

Há dois milhões de americanos viciados em remédios contra a dor, todos "legais", 21 mil morrem de overdose por ano.

Em estados onde a maconha foi legalizada para uso medicinal (estamos falando aqui de mais de 20 estados!), houve uma queda de 25% nessas mortes.

Artigo de Greg Miller na Revista Science de 4/11/2016

Por Stevens Rehen às 12h40

17/11/2016

Meus highlights (com bias) sobre o congresso da Sociedade Americana de Neurociências 2016

1. Minicérebros são o "must" da neurobiologia do desenvolvimento contemporânea. A modelagem de doenças neurológicas no laboratório e a identificação rápida de medicamentos veio pra ficar. Pense numa doença... e terá alguém crescendo seus organoides.

2. Sequenciar individualmente neurônios humanos virou uma obsessão. Afinal de contas, somos todos mosaicos!

3. Técnicas de neuroimagem já são capazes de decodificar vários de nossos pensamentos, prever escolhas, opções individuais e de grupos. Ciência pode explicar o Tinder, mas ainda falta explicar o Trump.

Por Stevens Rehen às 19h00

O maior congresso de neurociências do mundo está prestes a terminar

Aqui os números atualizados:

Por Stevens Rehen às 18h58

16/11/2016

Novamente o turismo de células-tronco

Um psicopata brasileiro fantasiado de médico de Harvard lidera uma "clínica" no Paraguai que, dentre diversas atrocidades, matou o ex-jogador de futebol Gaúcho.

Vale entretanto alertar que o problema não está só na China, Rússia ou Paraguai.

Em artigo recente publicado na revista Cell Stem Cell, Leigh Turner e Paul Knoepfler mapearam o assombroso número de 570 clínicas - dentro dos Estados Unidos - oferecendo "tratamentos" com células-tronco sem qualquer comprovação científica.

Os pontos vermelhos no mapa identificam a localização dessas clínicas.

Em outras palavras, não é somente no Paraguai que mora o perigo mas também em San Diego e Beverly Hills.

Tem psicopata vestido de cientista e médico nos Estados Unidos, cobrando caro para "curar" com terapia celular, sequenciamento de DNA e outras tecnologias todo o tipo de doença, incluindo Parkinson e autismo! Portanto, todo cuidado é recomendado.

Link para Médico que promete cura para ELA, Alzheimer e diabetes é investigado: http://g1.globo.com/…/medico-que-promete-cura-para-ela-alzh…

O artigo com detalhes sobre as clínicas americanas está nesse link: http://www.sciencedirect.com/…/article/pii/S1934590916301576

Por Stevens Rehen às 09h29

14/11/2016

Um dos temas mais quentes na Neurociência contemporânea...

O Cajal Club desse ano tratou do mosaicismo cerebral, um dos temas mais quentes na Neurociência contemporânea, com impacto para o entendimento dos distúrbios mentais e doenças neurodegenerativas.

Mike McConnell, professor da Universidade de Virgínia, apresentou seus dados mais recentes, além de um resgate histórico dos primeiros estudos a esse respeito.

Muito feliz de ter assinado com Mike, Dhruv Kaushal, Amy Yang, Marcy Kingsbury e Jerold Chun a primeira descrição da história sobre o mosaicismo cerebral. Há 15 anos...

Por Stevens Rehen às 10h36

Internalizando a ciência internacional: Germans know how to do it

Por Stevens Rehen às 10h35

Conferência para imprensa americana sobre os estudos com o vírus zika em minicérebros humanos

Os 4 principais grupos de pesquisa do mundo foram convidados, 3 deles americanos.

Patricia Pestana Garcez representou de forma magnífica o Brasil, o Rio de Janeiro, a UFRJ e o IDOR.

Por Stevens Rehen às 10h34

É muito neurocientista junto...

Por Stevens Rehen às 10h33

Science must be everywhere...

Dentro do avião, decolando de Houston a caminho de San Diego, anúncio na revista de bordo da UNITED.

 

Por Stevens Rehen às 10h32

09/11/2016

Somos todos mosaicos!

Em 2001, publicamos o primeiro artigo científico descrevendo que neurônios são naturalmente aneuploides, ou seja, possuem menos ou mais cromossomos que outras células do mesmo indivíduo.

No ano seguinte propusemos os mosaicos cerebrais.

Em 2005, confirmamos o fenômeno no cérebro humano.

Ano passado demonstramos a relação do mosaicismo cerebral com a doença de Alzheimer.

Para saber mais:

http://www.pnas.org/content/98/23/13361.abstract…

https://www.researchgate.net/…/247609957_Genetic_Mosaicism_…

http://www.jneurosci.org/content/25/9/2176.full

https://elifesciences.org/content/4/e05116

Os estudos sobre o tema avançaram muito desde então.

Feliz pela premiação de Gilad D. Evrony.

Somos todos mosaicos!

“Every cell in an individual actually has a unique genome, an imperfect copy of its cellular ancestor differentiated by inevitable somatic mutations arising from errors in DNA replication and other mutagenic forces”

http://science.sciencemag.org/content/354/6312/557.full

Por Stevens Rehen às 10h54

Emergência sanitária transforma panorama da ciência brasileira

"Mesmo com poucos ou até nenhum recurso novo, o trabalho dos grupos de pesquisa brasileiros para explicar aspectos fundamentais da biologia e epidemiologia do ZIKV foi expressivo."

Ótimo artigo de Roberto Takata sobre pesquisas com o vírus zika, preprints e financiamento da ciência brasileira.

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252016000400004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Por Stevens Rehen às 10h51

08/11/2016

Caçador de vírus

Ian Lipkin é diretor do Centro para Pesquisa, Diagnóstico e Descoberta do NIH, um "caçador de vírus” da Universidade de Columbia nos EUA.

Sua equipe descobriu o vírus que mata tilápias com prejuízos milionários ao redor do mundo. Planeja vacinar os peixes.

Ele estima que há pelo menos 320 mil tipos de vírus capazes de infectar mamíferos.

Durante sua participação no Simpósio Internacional sobre Zika, organizado pela Fiocruz, Academia Nacional de Medicina e Academia Brasileira de Ciências, Lipkin relatou suas aventuras identificando mais de 50 novos vírus em morcegos gigantes de Bangladesh, muitos capazes de infectar seres humanos.

Na Arábia Saudita, ele descobriu que dromedários são repositórios do coronavírus causador da síndrome respiratória do Oriente Médio, e que em Nova Iorque, ratos carregam mais de 30 vírus com risco para as pessoas.

Lipkin também revelou  que 71% dos carrapatos possuem pelo menos um patógeno humano, que a bactéria Prevotella Bivia está associada à inflamação genital e aumento da chance de contaminação por HIV em mulheres e como a ocorrência de febre, durante a gravidez, aumenta drasticamente o risco de autismo.

Suas hipóteses sobre como vírus e microorganismos estariam associados a transtornos mentais poderão revolucionar, por exemplo, o tratamento da esquizofrenia.

As descobertas de Ian Lipkin revelam um mundo totalmente novo a ser desvendado pela ciência. 


Por Stevens Rehen às 12h44

07/11/2016

Ciência e legalização da maconha nos Estados Unidos

Staci Gruber é professora associada de Psiquiatria da Escola de Medicina de Harvard. Ela estuda o uso medicinal e recreativo da cannabis.

Nesse podcast, cuja transcrição também está disponível, Gruber conta sobre suas pesquisas e rotina de trabalho.

"I feel like I have the best job on the planet. I do. I get to see really some of the happiest people on the planet, that’s for sure. The recreational people are pretty happy, by and large. And the medical people are pretty invested and pretty devoted to doing these studies."

https://hms.harvard.edu/podcasts/blunt-scrutiny

Por Stevens Rehen às 08h46

Um de vários motivos para que preprints se tornem realidade na área de saúde: atenção ao cientista em início de carreira

Accelerating scientific publication in biology

Scientific publications enable results and ideas to be transmitted throughout the scientific community. The number and type of journal publications also have become the primary criteria used in evaluating career advancement. Our analysis suggests that publication practices have changed considerably in the life sciences over the past 30 years. More experimental data are now required for publication, and the average time required for graduate students to publish their first paper has increased and is approaching the desirable duration of PhD training. Because publication is generally a requirement for career progression, schemes to reduce the time of graduate student and postdoctoral training may be difficult to implement without also considering new mechanisms for accelerating communication of their work. The increasing time to publication also delays potential catalytic effects that ensue when many scientists have access to new information. The time has come for life scientists, funding agencies, and publishers to discuss how to communicate new findings in a way that best serves the interests of the public and the scientific community.

http://m.pnas.org/content/112/44/13439

Por Stevens Rehen às 08h45

Preprints do it better...

Credit of the image: Crossref

Por Stevens Rehen às 08h43

02/11/2016

Somos párias liderados por analfabetos científicos

Ninguém nos conhece ou sabe ao certo o que fazemos.

Nossa população é incapaz de lembrar o nome de um cientista brasileiro.

Fazer ciência não muda a história de um país, pensam muitos. É perfumaria.

Acabamos de ser rebaixados, subordinados a uma coordenação sem nome de um ministério de comunicação (que por acaso também carrega o nome "ciência, tecnologia e inovação").

Recursos para pesquisas? Não há representante do governo que diga algo a respeito.

De certa maneira, não pertencemos à nossa própria sociedade. Somos um tipo de dalit no Brasil, sem voz.

O que fazer numa situação dessas? Arrumar as malas e deixar o Brasil? Jogar a toalha e reverberar a tristeza nossa de cada dia? Compreensível.

Num momento tão delicado como esse, só Carl Sagan salva!

Ele cortou um dobrado mas levou a ciência americana para o mainstream.

Átilas, Iberês, dragões e outros tantos têm feito um trabalho espetacular de divulgação, atraindo a atenção de milhões de jovens para a ciência, de uma molecada que já percebe nosso valor e importância estratégica e que apoiará o "made in Brazil".

Cientistas e jornalistas sensíveis à causa precisam também se juntar num projeto de alfabetização científica da classe política.

Precisamos nos inspirar nos artistas e pedir a ajuda deles. Não é à toa que o Ministério da Cultura continua aí.

Cientista fora da torre de marfim, cientista celebridade, político cientista, cientista empreendedor. Deixemos de ser párias e nos tornemos pátria.

Por Stevens Rehen às 10h50

IDOR convida

Por Stevens Rehen às 10h49

O ouro de tolo do cientista

O objetivo é publicar (e muito) em revista com "revisão por pares" e que apareça no "PubMed".

Esse é o mantra cantado por muitos no ambiente acadêmico e volta e meia repassado às novas gerações de pesquisadores.

Se gente terá acesso ao manuscrito? Se mesmo quem tem acesso irá lê-lo? Se o artigo científico foi pensado para fazer alguma diferença? Who cares...

50% de todos os artigos científicos jamais serão lidos por alguém além dos próprios autores, seus 2-3 revisores e 1 editor!

A coisa está tão distorcida que há colegas que assinam artigos científicos que nem eles mesmo leram.

O importante é: "fulano tem X artigos científicos e por isso é melhor que beltrano que tem X - 1".

Paga-se caro pela ciência, paga-se caro para publicá-la e na prática pouco importa.

Nesse mundo bastante confuso, o que tem me motivado é que há muito cientista revendo seus conceitos e apostando na qualidade (mais do que na quantidade), o preprint vem ganhando espaço e o cientista empreendedor saiu do armário.

Obrigado Carlos Eduardo Lima por indicar o texto abaixo!

http://www.intellectualtakeout.org/blog/why-professors-are-writing-crap-nobody-reads

Por Stevens Rehen às 10h48

Quem mais quer mudar o mundo pra melhor?

A falta global de empregos na área acadêmica tem lá seu efeito positivo.

Jovens cientistas começam a ampliar seus horizontes, abraçando o empreendedorismo como estilo de vida.

Docentes da área da saúde terão que preparar seus alunos para esse novo mundo, ensinando que há outras oportunidades na vida profissional além do mais do mesmo.

É o "Passeio no Mundo Livre" de Chico Science se materializando.

http://www.nature.com/news/young-scientists-ditch-postdocs-for-biotech-start-ups-1.20912?WT.mc_id=FBK_NatureNews

Por Stevens Rehen às 10h47

Um ano após a epidemia de vírus zika, ANM, Fiocruz e ABC reunem os principais especialistas no tema para avaliar o passado e pensar o futuro

Muito honrado por ter sido convidado a participar. No dia 9/11 farei a apresentação "New insights on the biology of zika virus infection using iPS cells".

Detalhes e info sobre inscrições no link: http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=8206

Por Stevens Rehen às 10h45

Sobre o autor

Stevens Rehen

é professor do
Instituto de

Professor Titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e Coordenador de Pesquisa do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Chair do Comitê Brasileiro da Pew Charitable Trust Latin American Program in the Biomedical Sciences. Membro do Conselho do Museu do Amanhã, Membro Afiliado da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS).

Foi colunista do Instituto Ciência Hoje, além de apresentador de uma coluna semanal ao vivo sobre ciência no canal de TV Globo News. É colaborador do NeuroChannel e coordenador científico da ArtBio.

Acesse:

Bio e currículo

Pesquisa - Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias

Contato para palestras, eventos e institucionais: srehen@uol.com.br

Sobre o blog

O cotidiano de um laboratório que pesquisa células-tronco e as bases biológicas da busca pela eterna juventude e imortalidade.

Livro

"Células - tronco: o que são? Para que servem?"

Nossa sociedade nunca esteve tão ávida por conhecimento científico quanto nos dias de hoje. Possibilidades reais e expectativas sobre a aplicação de células-tronco no tratamento de doenças incuráveis, assim como associações e especulações sobre sua utilização em reprodução humana e clonagem, contribuem para o grande interesse do público por temas relacionados ao progresso da ciência. Mas afinal, o que são células-tronco?

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