Blog do Stevens Rehen

Busca


28/04/2012

Sexo compulsivo e dependência

Como funciona o cérebro de uma pessoa com compulsão sexual?

Qual é a semelhança entre o comportamento de um dependente químico e alguém com esse transtorno?


São perguntas que fiz e tentei responder à luz do filme ‘Shame’.

 

 

Clique AQUI para ler meu novo artigo para a coluna Bioconexões do Instituto Ciência Hoje.


E você leitor, conhece alguém que conseguiu enfrentar esse transtorno a partir da prática de exercício físico?


Por Stevens Rehen às 11h20

08/03/2012

Divulgar ciência ao público será considerado produtividade acadêmica

Abaixo excelente notícia que compartilho com os leitores.

Essa resolução incentiva a prática da divulgação científica pelo cientistas e irá beneficiar diretamente o grande público.

O cientista é pago com recursos públicos, é seu dever compartilhar com a sociedade a ciência que faz.

Inovação e divulgação de projetos em jornais são novos critérios de avaliação da produção científica

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai
acrescentar, na plataforma eletrônica Lattes, que traz currículos e
atividades de 1,8 milhão de pesquisadores de todo o País, duas novas abas
para divulgação pública. Em uma delas, os cientistas brasileiros
informarão sobre a inovação de seus projetos e pesquisas; e na outra, deverão
descrever iniciativas de divulgação e de educação científica.

Com a mudança, cientistas de todos os campos de investigação deverão
descrever, na Plataforma Lattes, dados sobre a organização de feira de
ciências, promoção de palestras em escolas, artigos e entrevistas
concedidas à imprensa - além das informações básicas como dados
pessoais,formação acadêmica, atuação profissional, publicações, linhas e
projetos de pesquisa, áreas de atuação e domínio de idioma estrangeiros. A
intenção do CNPq é aumentar o conhecimento da sociedade sobre as atividades
científicas que ocorrem no País.

"No século 21, o cientista reconhece seu papel de engajamento na
sociedade. Ele sabe que está sendo pago e financiado e que deve uma
prestação de contas sobre o que faz", disse o presidente do CNPq, Glaucius
Oliva. "Ainda há um fosso grande entre aqueles que fazem ciência e aqueles
que consomem e financiam a ciência. A sociedade não conhece com
profundidade toda a riqueza com que a ciência brasileira tem contribuindo
para o desenvolvimento nacional", avaliou.

Segundo Oliva, passou a ser papel dos cientistas dar publicidade às
atividades de pesquisa, mostrar experimentos e explicar projetos para o
público, e ligar o trabalho a inovações que contribuam com as políticas
públicas e até mesmo para a criação de novos produtos a serem lançados no
mercado.

A mudança na plataforma Lattes poderá ocorrer em até dois meses. O modelo
e a funcionalidade das abas já estão formatados e respeitarão as regras de
transparência de informações públicas. O CNPq muda já na próxima semana o
portal www.cnpq.br que, entre outras funções, permite acesso à plataforma
Lattes.

Os novos dados informados serão considerados pelos 48 comitês de avaliação
do CNPq quando forem aprovar projetos de pesquisa e conceder bolsas de
estudo a professores e estudantes universitários. O conselho terá
indicadores para avaliação dos trabalhos científicos em quesitos de
inovação e de produção em divulgação científica, como ocorre hoje com a
cobrança de publicação de artigos científicos, os papers, em revistas
especializadas, inclusive do exterior.

Desde junho do ano passado, o CNPq exige, na submissão eletrônica das
propostas de pesquisa e nos relatórios eletrônicos de concessão
científica, que sejam descritos, "em linguagem para não especialistas", a relevância
do que está sendo proposto e os resultados atingidos. "Com isso, eu passo
a ter um banco fantástico para alimentar [com dados] os jornalistas",
promete o presidente do CNPq. Segundo Oliva, o sistema terá busca de
projetos e relatórios por palavras-chave, instituição e área geográfica.
Por ano, cerca de 15 mil propostas de pesquisa são recebidas pelo conselho
no edital universal (para todas as áreas do conhecimento).

Com a divulgação das propostas e relatórios, a expectativa de Oliva é
despertar o interesse de "jovens talentos" para a ciência e criar uma nova
cultura acadêmica em quatro anos - aproveitando o aumento significativo de
novos mestres e doutores formados no Brasil. Na década passada, esse
número dobrou, tendo atingido mais de 50 mil em 2009.

Além de mudar a cultura no ambiente acadêmico, o presidente do CNPq
imagina que a divulgação de trabalhos e a educação científica possam
alterar o comportamento social. "As pessoas têm que usar a ciência no dia
a dia. Entender, por exemplo, que há relações de causa e efeito", observou.
"Educar para os valores da ciência e para o método científico na vida
pessoal nos protege de extremismos e intolerâncias", acrescentou Oliva.

(Agência Brasil)

Por Stevens Rehen às 08h36

A natureza, os objetivos e os desafios da Divulgação Científica

Dois nomes de destaque na Divulgação Científica brasileira discutem o tema:


Isaac Epstein, Programa de Pós-graduação em Comunicação Social, Universidade Metodista de São Paulo


Stevens Rehen, Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro


Dia 23 de março de 2012, sexta-feira, às 10h


Auditório do Museu da Vida

Fundação Oswaldo Cruz
Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro, RJ


Aula inaugural do Curso de Especialização em Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Saúde, o evento visa trazer dois olhares distintos sobre a Divulgação Científica. Isaac Epstein, com doutorado em Comunicação Social sobre a Divulgação Científica, traz uma visão de um cientista que tem atuado, desde a década de 1980, na pesquisa e na formação na área. Stevens Rehen contribui para a discussão com seu olhar de cientista de bancada, que atua em uma área de ponta, as células-tronco.


O Curso é resultado da colaboração entre Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fundação Cecierj e Museu de Astronomia e Ciências Afins


Informações: nestudos@fiocruz.br

telefone: 3865-2155

Por Stevens Rehen às 07h32

24/02/2012

Células-tronco reprogramadas, Síndrome de Down e Alzheimer

Da mesma forma que Paulo Barros consagra-se em definitivo no carnaval carioca, os modelos biológicos baseados na reprogramação celular assim o fazem na área biomédica, inovando a maneira de se estudar as doenças humanas e vindo para ficar.

Saiba mais lendo minha coluna Bioconexões (Ciência Hoje) de fevereiro. Clique  aqui

 

 

Por Stevens Rehen às 19h12

29/01/2012

Neurônios humanos numa placa para o estudo da doença de Alzheimer

No primeiro artigo de 2012 para a coluna Bioconexões do Instituto Ciência Hoje discuto trabalho de equipe de cientistas da Califórnia sobre neurônios criados a partir de células da pele de pacientes com Alzheimer.

O artigo foi publicado esse mês na revista Nature.

O estudo das doenças do cérebro humano é fascinante, porém extremamente desafiador. O neurocientista tem as seguintes opções: 1) analisar o tecido nervoso de pessoas já falecidas, material difícil de ser obtido e que representa na maioria das vezes estágios terminais das neuropatologias...

LEIA MAIS AQUI

 

Por Stevens Rehen às 11h47

30/12/2011

Retrospectiva

Entre Natal e Réveillon é quando reorganizo minha estante de livros, meu armário e aproveito para fazer um balanço geral do ano que está terminando.

Abaixo um resumo das conquistas profissionais de 2011 e desafios para o ano que vem.

Oito artigos foram publicados pela equipe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em revistas científicas internacionais.

Média de um artigo científico publicado a cada 45 dias.

Esses trabalhos tiveram boa repercussão na comunidade científica e despertaram o interesse da imprensa e grande público.

Destaque para o artigo de Bruna Paulsen e Renata Maciel sobre alterações metabólicas em células neurais reprogramadas a partir da pele de paciente com esquizofrenia.

Descrevemos também uma associação entre perda de cromossomos e a formação de neurônios, demonstramos que flavonóides obtidos de plantas brasileiras ajudam a produzir células neurais, descrevemos a distribuição de elementos químicos em células-tronco embrionárias etc.

A lista de publicações do LaNCE em 2011 pode ser lida aqui, boa parte disponível gratuitamente na internet.

Nossos estudos foram realizados em colaboração com colegas da Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto Nacional do Câncer, Institutos de Física, Biofísica, Bioquímica e Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto de Pesquisa Scripps dos Estados Unidos.

Vinte e cinco estudantes, de 7 estados brasileiros, além de pesquisadores do México, Eslovênia e Sérvia vieram ao nosso laboratório buscar treinamento para o cultivo e manuseio de células-tronco embrionárias e reprogramadas.

O LaNCE, com o apoio da Rede Nacional de Terapia Celular, teve a oportunidade de produzir e fornecer gratuitamente reagentes a 18 laboratórios do país.

A estimativa de economia para os cofres públicos em 2011 com os reagentes produzidos pelo LaNCE distribuídos aos colegas brasileiros é de R$ 350.000,00!

A meta para 2012 é dobrar o número de laboratórios assistidos pelo LaNCE.

Para conhecer mais sobre o Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da UFRJ visite o nosso site, assista nossos vídeos.

Ao longo de 2011 recebemos 7.000 visitantes a cada mês. Em virtude das centenas de mensagens recebidas, algumas ainda não foram respondidas, mas serão muito em breve.

O LaNCE recebe apoio financeiro do CNPq, FAPERJ, BNDES e FINEP.

Apesar do promissor encontro com representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia, Receita Federal e ANVISA no final do ano passado, a importação de reagentes continuou a prejudicar a competividade e capacidade de inovação de nossa comunidade científica em 2011.

Na minha opinião o processo lento, dispendioso e burocrático para a importação de material para pesquisa persiste como um dos principais entraves ao progresso científico nacional. E é assim desde 1958, como bem escreveu Bernardo Esteves no blog questões de ciência da Revista Piauí.

A Revista Eletrônica Bio, do Instituto de Ciências Biomédicas, também é digna de nota. Com o apoio da Oficina de Divulgação para Cientistas publicamos dezenas de artigos de divulgação científica, entrevistas, vídeos e podcasts. Vale conferir!

Na coluna Bioconexões do Instituto Ciência Hoje publicamos 12 textos de divulgação científica esse ano, um por mês.

O mais recente deles é uma lista com as publicações científicas mais interessantes do ano, na minha opinião pelo menos.

E pra você, quais pesquisas sobre células-tronco deveriam entrar nessa lista?

O Canal Discovery e o Globo Universidade exibiram programas especiais sobre pesquisas com células-tronco no Brasil, incluindo os experimentos do LaNCE.

Diverti-me conversando sobre Ciência e Cinema com Rafael Coimbra e Alexandre Roldão. Os dois programas estão disponíveis no site da Globo News

Na Academia Brasileira de Ciências tive o privilégio de participar da organização do Simpósio Ciência, Tecnologia e Inovação: Visões da Jovem Academia juntamente com Elisa Oswaldo-Cruz e cientistas de diversas regiões do país.

Na ocasião discutimos política no contexto da ciência brasileira. O material produzido durante o encontro está disponível aqui.

Por falar em Academia de Ciências, Renato Grandelle e Roberta Jansen publicaram dois artigos interessantes no jornal O Globo sobre os acadêmicos afiliados.

Cientistas que querem construir a carreira no país.

Número de mulheres aumenta, mas ciência ainda é dominada por homens.

Para finalizar, fiquei extremamente honrado em fazer parte, pela segunda vez, da lista das 100 pessoas mais influentes do país segundo a Revista Época e também com a indicação ao Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo.

O mesmo em relação à reportagem da Revista Veja sobre nossas pesquisas.

Esse reconhecimento público é mérito da UFRJ e de nossos colaboradores, com quem compartilho a felicidade pelas conquistas do ano.

Não posso deixar de mencionar a indicação para Professor Titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, após concurso público em que concorreram 4 candidatos. É uma honra e responsabilidade tremenda.

Desejo a todos os leitores Feliz 2012, mais investimentos, menos burocracia e grandes descobertas científicas para o Brasil.

Por Stevens Rehen às 13h10

26/12/2011

Cérebro eletrônico contra o vale-tudo do trânsito

 

 

Artigo publicado originalmente no Jornal O Globo (3 DE AGOSTO DE 2008)

Denúncia do VALE-TUDO

Por Stevens Rehen (neurocientista da UFRJ)

Adoro São Sebastião do Rio de Janeiro, mas é impossível não sofrer com o trânsito caótico de nossas ruas.
 
Todos os dias, ao longo dos 17 quilômetros que separam minha residência do local de trabalho, testemunho de três a cinco infrações de trânsito.

Estacionamento irregular, o desrespeito dos ônibus aos semáforos, pontos clandestinos de  táxis e vans bloqueando a circulação dos carros, motociclistas dirigindo
pela contra-mão e até sobre as calçadas!
 
É fato, a fiscalização não dá conta, e as alternativas para lidar com o problema esbarram
na limitação de recursos. Afinal, contratar novos guardas municipais ou equipar as ruas com câmeras de monitoramento que permitam multar sai muito caro.
 
E por que não aproveitar a tecnologia já espalhada pela cidade para desestimular as infrações? E o melhor, sem muitos custos adicionais? Que tecnologia é essa? Como seria
possível?
 
A polícia da cidade americana de Portland relatou aumento de 30% na solução de infrações de trânsito após levar em consideração fotos digitais e vídeos enviados pela população. Há
inclusive uma página na internet onde o cidadão comum pode depositar suas imagens (www.swiftreport.net).
 
Telefones celulares acompanham mais de 70% da população carioca, e boa parte deles é munida de câmeras digitais.

A prefeitura  poderia criar um serviço oficial para receber fotos denunciando o vale-tudo.

Um cérebro eletrônico capaz de disciplinar a circulação de veículos, educar a população e punir os infratores.
 
Bastaria investir em uma boa página na internet e em meia dúzia de técnicos bem treinados, capazes de confirmar a autenticidade de fotos digitais. 

Dessa forma, o cidadão poderia contribuir para que as regras fossem cumpridas, enviando fotos, vídeos.

Não precisaria se identificar, e bastaria a imagem ser nítida o suficiente para reconhecer a placa do veículo infrator. A prefeitura, confirmando as informações, enviaria notificação ou multa ao responsável.
 
Se a experiência funcionar, poderia ser utilizada para desvendar outras mazelas de nossa cidade, como locais onde
há focos da dengue.

Uma imagem vale mais que mil palavras.

Uma foto digital pode valer mais que muitos guardas municipais.

Por Stevens Rehen às 16h35

03/10/2011

Setembro de 2011 - esquizofrenia, hidrocefalia e cinema

Prezado leitor,

O mês de setembro foi bastante produtivo:

Primeiro, o artigo científico de nossa equipe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da UFRJ, publicado na revista CELL TRANSPLANTATION, descrevendo alterações metabólicas em neurônios jovens diferenciados a partir de células-tronco de pluripotência induzida (iPS) obtidas de paciente esquizofrênico.

Lipídeos que fazem o cérebro inchar, é o título do artigo desse mês em minha coluna Bioconexões da revista Ciência Hoje Online.

Para quem não pôde assistir, aqui o link do primeiro programa sobre ciência e cinema, exibido semana passada no canal Globo News.

O segundo episódio será exibido hoje (3/10) às 21h30 (com reprise amanhã às 8h30 e 16h30 e sábado às 19h05).

Saudações,

Stevens

 

 

 

 

 

 

Por Stevens Rehen às 18h41

17/09/2011

O Petróleo é nosso para Ciência, Tecnologia e Inovação

Ajude a Sociedade Brasileira de Ciências e a Academia Brasileira de Ciências a atingirem 1 milhão de assinaturas para pleitear recursos do pré-sal para Educação, Ciência, Tecnologia & Inovação

Clique aqui e participe.

 

Buscando sensibilizar o Governo Federal e o Congresso Nacional sobre a importância de garantir recursos para as áreas de educação e de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) na distribuição dos royalties do pré-sal, a presidente da SBPC, Helena Nader, estima alcançar 1 milhão de assinaturas no abaixo-assinado realizado juntamente com a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Na manhã desta quinta-feira mais de 6 mil pessoas assinaram o documento. Leia mais

 

Por Stevens Rehen às 12h57

29/06/2011

O descaso cotidiano

Segundo o dicionário Houaiss descaso é "procedimento próprio daquele que não dá importância ou atenção a; desconsideração, desdém, desprezo".

Peço licença para usar esse espaço não para tratar de ciência, mas para compartilhar um exemplo de decaso que testemunhei no dia de hoje.

Logo de manhã, ao buscar uma vaga no estacionamento do IPPMG-UFRJ.

Reparem onde o(a) motorista resolveu parar seu "carrinho". Tomou duas vagas e ainda destruiu o jardim.

 

 

Como alguém em sã consciência faz isso eu não consigo entender...

Como diria O RAPPA:

"Poço lado e sujo, cria do descaso
Alimentando folhas em branco e preto
Outra epidemia desanima quem convive com medo
Botões e atalhos amplificam a distância
E a preguiça de estar lado a lado veste a armadura
Esse é o poder solitário"

Vamos em frente...

 

 

 

Por Stevens Rehen às 23h06

26/06/2011

Envelhecimento e longevidade

Caros leitores,

Em minha coluna de junho, na Ciência Hoje Online, descrevo artigo científico publicado esse mês sobre novos mecanismos biológicos associados ao envelhecimento.

Geras, deusa grega que representa a velhice, é conhecida parceira de Tánatos, o deus da morte. Embora há muito tempo esses dois conceitos estejam diretamente associados, o ser humano tem buscado formas de evitar os prejuízos físicos do envelhecimento e prolongar a vida. Leia mais...

A partir da próxima quinta-feira (7/7) estarei no Pólo de Pensamento Contemporâneo do Rio de Janeiro conversando sobre as bases biológicas da longevidade. Confira...

E para aproveitar a visita ao blog, vejam as novidades no site do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da UFRJ e da Revista Bio do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (esquizofrenia, alzheimer e muito mais).

Abraços e boa semana para todos,

Stevens

Por Stevens Rehen às 17h29

28/05/2011

Tudo ao mesmo tempo agora

Caros leitores,

Lamento a falta de atividade nesse espaço nos últimos meses.

Grande desafio conciliar a atualização do blog, mais a coluna Bioconexões, mais a Revista Bio ICB UFRJ, mais o espaço na internet do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da UFRJ (LaNCE), com as responsabilidades da vida real.

Muito em breve pretendo voltar a discutir ciência e política científica por aqui.

Enquanto isso não acontece convido-os a ler os textos da coluna BIOCONEXÕES da Ciência Hoje Online publicada na última sexta-feira de cada mês aqui no UOL.

O artigo dessa semana descreve o trabalho de pesquisadores da Califórnia transformando pele em neurônios humanos.

Veja também o que há de novo no LaNCE, acompanhando nossa lista de publicações científicas atualizada.

Abraços e um ótimo final de semana

Stevens

Por Stevens Rehen às 16h39

31/01/2011

Menos burocracia nos aeroportos para liberar material científico

Caro leitor,

A proposta para a criação de instalações especiais para cadeia de refrigerados, congelados e manuseio de animais de experimentação nos terminais de carga das capitais foi sugerida há pouco mais de 2 meses em reunião histórica no edifício sede do Ministério da Fazenda (detalhes aqui), e mencionada pelo Ministro Mercadante em recente entrevista ao jornal Estado de São Paulo:

"Ao Estado, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que os compromissos assumidos pelo governo continuam como prioridades na pauta do governo Dilma. Até citou uma ideia dada por Rehen durante a reunião na Receita. "Queremos escolher um porto e um aeroporto para ser o destino preferencial do material importado", sublinhou Mercadante. "Os fiscais da Receita e da Anvisa serão especialmente treinados e haverá lugares com infraestrutura adequada para armazenar perecíveis ou animais."

A íntegra da reportagem do jornal Estado pode ser lida aqui.

É com satisfação que compartilho ao final desse post, notícia publicada pelo Jornal da Ciência na sexta passada (28/01).

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o CNPq começam alinhados para resolver os problemas de importação.

Abaixo o relato sobre a reunião do Ministro com os representantes da Receita Federal, Anvisa e CNPq para discutir a criação de instalações especiais nos aeroportos para receber material científico importado.

Por enquanto só nos resta celebrar. Cabe à comunidade científica acompanhar as próximas ações do MCT, na expectativa que os problemas de importação sejam sanados em definitivo.

MCT quer menos burocracia em aeroportos para liberar material destinado à pesquisa
 
Ministro Aloizio Mercadante reuniu-se nesta semana com representantes da Receita Federal, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do CNPq para discutir a proposta, que deve estar pronta dentro de duas semanas

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) negocia com outros órgãos do governo federal a instalação de locais nos aeroportos para receber e liberar material importado para pesquisas científicas no país. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27/1), na posse do novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o engenheiro eletrônico Glaucius Oliva.

A ideia é que profissionais treinados trabalhem nesses locais e ajudem a desburocratizar o processo de liberação do material para os pesquisadores. "Definiu-se pela implantação, inicialmente em um aeroporto, de um armazém especial dedicado à manipulação das importações para pesquisa, de forma a agilizar a liberação com pessoal treinado e qualificado", disse Oliva.

Ele não citou em qual aeroporto o projeto piloto vai começar. O ministro Aloizio Mercadante reuniu-se nesta semana com representantes da Receita Federal, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do CNPq para discutir a proposta. De acordo com o ministro, o projeto deve ser concluído dentro de duas semanas.

A burocracia para a liberação de insumos e equipamentos importados que chegam nos aeroportos e portos do país é uma das principais e mais antigas reclamações dos cientistas. A maioria relata que espera meses para conseguir receber o material, prazo que compromete a qualidade de uma pesquisa.

Ao assumir a chefia do conselho, Oliva prometeu simplificar os procedimentos do CNPq para facilitar a vida do pesquisador. "Temos certeza que, com os mesmos recursos, poderemos fazer muito mais, se os procedimentos burocráticos forem simplificados", disse ele.

Outra meta do novo presidente é dobrar os recursos para as bolsas de fomento à pesquisa nos próximos quatro anos. Em 2010, o CNPq atendeu 80 mil bolsistas, criou 14 mil bolsas de iniciação científica e 4 mil de mestrado e doutorado, com investimento de R$ 1,85 bilhão na formação de recursos humanos e estímulo à produção científica.

Oliva alertou para a necessidade de formação de mais engenheiros e melhoria do ensino de matemática e ciências nas escolas, se o Brasil quiser se tornar a quinta maior economia do mundo.

(Agência Brasil, 27/1)

Por Stevens Rehen às 14h33

27/12/2010

A culpa é de quem?

Sabine Righetti escreve hoje da Folha de São Paulo sobre as dificuldades na importação de material científico cuja culpa, segundo o governo, seria dos próprios cientistas que não sabem preencher corretamente os formulários para realizar o procedimento.

Para ler a reportagem na íntegra clique na Folha.com

Depois de um reunião tão profícua como a participei em Brasília e que relatei aqui nesse espaço, não é oportuno polemizar ou confrontar dados, e sim comemorar os movimentos e realizações que surgiram desse importante encontro.

A disposição, principalmente da equipe da Receita Federal do Brasil (RFB), é digna de reconhecimento e agradecimento.

Por outro lado, culpar exclusivamente os pesquisadores pelo problema não me parece justo.

Há diversos exemplos em que todo o processo de importação foi realizado conforme instruções da RFB e ANVISA e mesmo assim reagentes e equipamentos ficaram retidos por muito mais tempo do que prevêem as normativas.

Cabe mencionar ainda que:

1) O Importa Fácil não permite a aquisição de perecíveis e tem limitação de peso, o que precisa ser revisto;

2) Importações científicas realizadas utilizando-se a Declaração Simplificada de Importação (DSI) são automaticamente conduzidas para o canal vermelho, ou seja, com inspeção física e documental das mercadorias, o que torna o processo lento, oneroso e com maior permanência das mercadorias nos terminais;

3) É crucial rever a legislação sobre a aplicação de multa e do canal vermelho a material científico importado;

4) É necessário definir especificação e demanda para canal de remessa expressa (exemplo FeDEX) através do Sistema Único Informatizado para material científico;

5) A inexistência de espaços aduaneiros capazes de receber adequadamente, e de forma exclusiva, mercadorias destinadas à pesquisa científica e tecnológica, coloca em risco material perecível, células e animais importados.

Em resumo, mais do que nomear culpados, será preciso um esforço conjunto, de treinamento mútuo e adequação nas normativas, para que a burocracia na importação de material científico deixe se ser uma das principais ameaças ao progresso da ciência brasileira.

A propósito, enquanto o CNPq organiza uma ação de capacitação online com apoio técnico aduaneiro da RFB, caso precise tirar dúvidas referentes ao processo de importação de material científico, clique aqui que a equipe do LaNCE irá lhe ajudar.

Por Stevens Rehen às 10h48

Reversão de cortes em orçamento de C&T e Educação

Prezado leitor,

Abaixo nova mensagem do Presidente da Academia Brasileira de Ciências, Dr. Jacob Palis.

Obrigado a todos que escreveram à Senadora Serys Slhessarenko protestando contra os cortes no orçamento de Ciência, Tecnologia e Educação.

Stevens

Caros colegas,

O ministro Sergio Rezende informou-me de que os cortes em C&T e educação foram revertidos.

Fomos também informados de que nossas mensagens foram muito importantes neste sentido.

Estaremos sempre atentos às questões de orçamento dessa e de áreas correlatas.

Boas festas e ótimo ano novo.

Um grande abraço a todos,

Jacob Palis
Presidente
Academia Brasileira de Ciências

Por Stevens Rehen às 10h18

Sobre o autor

Stevens Rehen

é professor do
Instituto de

Ciências Biomédicas da UFRJ, membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento e Fellow do Pew Latin American Program in the the Biomedical Sciences dos Estados Unidos. Especialista em células-tronco embrionárias, trabalhou na Universidade da Califórnia e no Instituto Scripps dos Estados Unidos. É autor do livro "Células-tronco: o que são? Para que servem?", da Editora Vieira e Lent.

Acesse:

Bio e currículo

Pesquisa - Laboratório Nacional de Células-tronco Embrionárias

Contato para palestras, eventos e institucionais: srehen@uol.com.br

Sobre o blog

O cotidiano de um laboratório que pesquisa células-tronco e as bases biológicas da busca pela eterna juventude e imortalidade.

Livro

"Células - tronco: o que são? Para que servem?"

Nossa sociedade nunca esteve tão ávida por conhecimento científico quanto nos dias de hoje. Possibilidades reais e expectativas sobre a aplicação de células-tronco no tratamento de doenças incuráveis, assim como associações e especulações sobre sua utilização em reprodução humana e clonagem, contribuem para o grande interesse do público por temas relacionados ao progresso da ciência. Mas afinal, o que são células-tronco?

© 1996-2010 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados